quarta-feira, 29 de junho de 2011

Desfile Paula Raia - Primavera/Verão 2011/2012

Abrindo o quarto dia de desfiles do São Paulo Fashion Week (SPFW) com uma pequena recepção em sua mansão no Jardim Paulista, Paula Raia estreou sua marca homônima com a coleção Primavera Verão 2011 2012, a primeira após o termino de sua parceria com Fernanda de Goeye na Raia de Goeye em agosto de 2010. O desfile começou com a inesperada apresentação do Grupo Anacã Corpo e Movimento, cujos integrantes estavam disfarçados de garçons em trajes P&B no melhor estilo street dance.







As texturas e a fluidez agiram na coleção como palavras de ordem, produzindo um efeito artesanal refinado. Paula trouxe tons vibrantes uma silhueta solta, tanto em tops, como em vestidos vaporosos; esses vieram em tons de laranja, vinho e pele, o qual conferiu um aspecto urbano mais leve, diferentemente daquele que pontuava as criações de sua grife anterior.







Logo nos primeiros looks, Paula Raia mostrou claramente o mote do seu verão 2012: shape amplo e jogo de volumes, a fim de trazer fluidez ao seu streetwear chic. As sobreposições - que permearam a maioria das peças – caíram melhor quando formavam texturas por meio da repetição de elementos, principalmente com recortes de tecidos e cruzamento de fios, dispensando assim o uso de estampas na coleção.







O uso do couro entremeando tecidos leves, inclusive o tricot fino, colaborou para que a modelagem mostrasse de forma perspicaz elementos masculinos, bem como este público apresentado em 3 looks – até então nunca trabalhado pela estilista – trouxe sutis aspectos femininos, mesclando gêneros, principalmente quanto à alfaiataria cool empregada. Outro aspecto relevante é como as marcações base para a construção do vestuário foram delicadamente deslocadas, no ombro, no gancho e na cintura, numa referência tênue ao estilo de street dance.







Recortes, vazados, dobras e camadas compunham o shape justo no quadril que, de forma brusca, constituíram calças aladim com recortes laterais e nervuras, além de saias pregueadas, plissadas ou evasê em comprimento midi. Do mesmo modo, o uso de franjas entre as costuras e os pequenos recortes de tecido fosco, contribuíram para um intenso trabalho de texturas proposto por Raia.







Paula Raia esteve à frente de todos os detalhes da coleção cuja textura e leveza veio como palavras-chave e elo entre os modelos. No styling não foi diferente, os looks foram coordenados à echarpes longas, cintos e faixas lisas ou com tressê de tecido, técnica também presente na alças das bolsas. Para os calçados materiais menos maleáveis como couro e tecido de algodão feito em tear, inclusive no modelo slipper (com feitio delicado). Estes consistiram na oportunidade de divulgar o projeto paralelo à marca: o “Morango para todos”, que visa à capacitação de jovens para o setor calçadista artesanal.




O tressê tomou um feitio mais urbano na beleza do desfile, com tranças embutidas que terminavam em coques volumosos. A maquiagem, assinada por Ricardo dos Anjos, seguiu a tendência leve e natural da temporada Primavera Verão 2011 2012, com uma aplicação sutil de blush nas maçãs do rosto.





A coleção Primavera Verão 2011 2012 de Paula Raia mostrou muito das características da estilista na Raia de Goeye, principalmente quanto à fluidez, marcando não só a abertura do quarto dia de desfiles do SPFW, mas um recomeço promissor e autoral.


Fonte: Portais da Moda

Desfile Colcci - Primavera/Verão 2011/2012

Disputado e agitado como de costume, o desfile da Colcci fechou o terceiro dia de desfiles do SPFW levando, novamente, um casting estrelado e com direito à presença de celebridades internacionais nas passarelas do evento. Repetindo suas escolhas da última temporada, a marca mantém o ator Ashton Kutcher ao lado da top Alessandra Ambrósio como os faces da nova campanha e, portanto, a presença de ambos na apresentação da grife era não só prevista, mas também bastante esperada pelo público.







Mantendo o foco na moda jovem de estética casual e urbana, para as mulheres da marca as apostas têm em peças tradicionais como os vestidos, camisetes e shorts micro com barras desfiadas algumas das sugestões mais frequentes no mix lançado para essas próximas estações. Peças como jardineiras, calças pantalona em materiais acetinados ou no denim em comprimentos longos ou midi, tops cropped, paletós e blazeres também se destacam, reforçando o caráter versátil e despojado que conta com uma pegada sofisticada, vista aqui nas combinações high low, inerente da identidade da marca.







Cores intensas – muito laranja, azul, amarelo, vermelho, magenta e branco - combinadas em contrastes que resultam em composições de color block se destacam tanto nos looks femininos quanto nos masculinos; estampas de padronagens listradas em versões horizontais ou verticas, finas ou largas são frequentes e dividem à cena com poás p&b os quais reforçam o clima retrô de peças como paletós, tops corseletados e ujm body. Referências à indumentária característica dos anos 70 se fazem ver, especialmente, nas modelagens das calças femininas, nos tecidos acetinados que garantem toques glamurosos e irreverentes, nos caimentos fluídos e nos shapes ajustados para as produções masculinas tão fortes nesses visuais vintage inspirados nessa década.







Por mais que os vestidos ganhem destaque nas entradas finais da apresentação – sempre curtinhos e em modelagens simples de linhas retas e minimalistas -, é o jeanswear que chega no posto de vedete dessa temporada. Jaquetas, casaquetos, shorts, pantalonas e macacões aliados à sobreposições de paletós coloridos e camisas sedosas foram looks constantes na apresentação que a Colcci fez há pouco no SPFW.







Perto do final do desfile, inserções de transparências se somaram aos comprimentos curtinhos para conferir os toques sexies também presentes nas produções delas. Os acessórios que finalizam os visuais femininos coordenados pela stylling Victoria Young são bonés, bolsas saco e para os pés, plataformas marcadas pela mistura de materiais e pela altura do salto.






Para a moda masculina, as sugestões da Colcci trazem nas t-shirts lisas ou listradas, combinadas à bermudas e calças jeans, em geral, sequinhos e finalizados com barras dobradas alguns de suas principais propostas. Os shapes continuam priorizando pelas formas mais próximas ao corpo, com exceção aos casacos e algumas blusas mais soltas e que refletem os esforços relaxados desses visuais. As produções deles prezam por uma estética bastante jovem e divertida, a qual tem nos paletós listrados e blazeres sequinhos coloridos em tons intensos de cores quentes, peças-chave que garantem a personalidade, o estilo e o bom humor dos visuais.





E para quem esperava pela entrada de Ashton, foi em um look composto por calça jeans reta e tradicional, camiseta listrada e boné que o ator ganhou as passarelas ao abrir a apresentação ao lado da top Alessandra – que vestia um body laranja com um casaqueto também jeans – que seguiu sozinha enquanto o ator se direcionava para um lugar privilegiado na primeira fila da platéia. Ambrósio, contudo, voltou e fechou o desfile em um tomara-que-caia branco o qual sintetizou de forma bastante simples e minimalista todas as informações que prezam pela versatilidade e casualidade dos visuais que a Colcci lança como apostas na sua coleção primavera verão 2011 2012 lançada, novamente, em uma sala da Bienal lotada e em um dos desfiles mais aguardados do SPFW.







Fonte: Portais da Moda

terça-feira, 28 de junho de 2011

Desfile Osklen - Primavera/Verão 2011/2012

Homenageando as influências dos negros no Brasil, Oskar Metsavaht criou sua coleção Primavera Verão 2011 2012 através de materiais rústicos, formas amplas e modelagem confortável. Entre os macacões, vestidos e T-shirts, o desfile da Osklen no SPFW esteve aquém de qualquer espécie de escorregão ou demasia. Com high quality, refinamento e design contemporâneo, a marca exalou essência brasileira e fugiu do caricato.







Baseada no Royal Black “um tributo as influências e a estética da cultura negra no Brasil “ e tendo como fio condutor as fotos feitas por Pierre Verger e Sebastião Salgado, a coleção de verão apresentou criações que faziam uma alusão contemporânea às vestimentas de pescadores, capoeiristas e baianas. Leveza a amplitude de formas foram as bases pelas quais Metsavaht se rendeu à cultura negra.








A Osklen tem um perfil contemporâneo, sofisticado e despojado, através do qual sempre busca usar materiais rústicos e ao mesmo tempo tecnológicos. Nessa coleção não poderia ser diferente. A grife escolheu optou pelo linho, nylon, neoprene, algodão, tricô – com fios metálicos - e pela malha, os quais utilizou junto aos e-fabrics – tecidos e materiais cuja origem e processo de produção respeitem critérios de comércio justo e de desenvolvimento sustentável – como a seda com PET, o tricô de ráfia e a palha, ambos também misturados com a seda.






Para demonstrar o confortável, os modelos masculinos tinham um shape simples, sem exageros. Oskar Metsavaht criou peças frestas para o verão como T-shirts, regatas, shorts e macacões. Ele também apostou em um toque de alfaiataria nas camisas, nas calças mais curtas e de fit justo, além das releituras mais despojadas de paletós que apareceram com e sem mangas.







Já para o feminino as investidas concentraram-se nos macacões; esses vieram com abundância, confirmando a volta da tendência também apresentada no desfile da Iódice no SPFW Verão 2012. As saias e os vestidos longos vieram em sua maioria com uma fenda, enquanto que a cintura alta volta às passarelas em shorts e calças amplas combinadas com blusas e tops despojados e largos. O destaque da coleção foi o macaquinho com decote em V e em tom caramelo feito de palha de seda.







Cores neutras como o branco e o cru, foram as mais usadas na nova coleção da Osklen. Contudo, tons vivos de vermelho, roxo, verde pontuaram os produções lado a lado com o preto que, por sua vez, surgiu em peças inteiras ou aplicado em prints de coqueiro ou gráficos.







Quanto aos acessórios, pulseiras faziam referência às algemas utilizadas pelos escravos e os óculos, ao sol do verão. As plataformas femininas com salto vieram com amarrações e, assim como as sandálias e sapatos masculinos, eram em tons de branco, caramelo, preto e com detalhes dourados.







A maquiagem usada pelos homens e pelas mulheres era com o propósito de dar um “efeito de sol queimado”. Para se chegar a esse resultado, sombra em tom dourado, cílios apenas com curvex, pó de bronzeamento e iluminador foram essenciais. No cabelo, um turbante remetendo aos panos usados pelas negras na cabeça foi a escolha da grife, arrematando a temática.

Sem fugir da essência despojada e sofisticada da Osklen, o estilista Oskar Metsavaht apresentou no SPFW uma releitura da cultura negra para a Primavera Verão 2012 através de calças, macacões e vestidos amplos em cores neutras.


Fonte: Portais da Moda
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