quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Desfile Afghan - Outono/Inverno 2011

Uma envolvente beleza aristocrática é o que traz a Afghan para o Inverno 2011. A marca, que fechou o terceiro dia do Fashion Business, se inspirou na Veneza do século XVIII, nos bailes de máscaras de Maria Antonieta e mesmo no Copacabana Palace para desenvolver uma coleção que foi ao mesmo tempo melancólica e sensual.







A prepotência do militarismo é equilibrada por finos tules, rendas gripier e transparências que delicadamente contornam corpos e faces. Os anos 50 aparecem principalmente nas saias mais rodadas, ao estilo ladylike, com o comprimento midi. A cintura marcada, o trench coat e o poder imposto pelas peças de referência militar são misturadas à delicadeza feminina e ao mistério escondidos por graciosas máscaras rendadas e bordadas. O maxi vestido aparece novamente na passarela desta estação em uma renda delicada e modelo languido, com um incrível efeito degradê que começa por off white no busto finalizando em um pesado petróleo.





Intitulada de “Bal Masqué” a coleção da Afghan aparece com uma paleta rica, do preto a tons acetinados e motivos de tapeçaria, dourados e tons de vinho, combinações que impõe um luxo outrora esquecido. O nude dá graça as rendas que criam desenhos pelo corpo, e os tons mais escuros de verde militar, azul marinho Bordeaux e cinza fazem referência tanto aos uniformes de guerra quanto ao inverno que pede por cores mais sóbrias.






Nas estampas, um floral impressionista, um mix de grandes padrões e uma arte abstrata deu vivacidade em meio a tantos tons invernais.





Abotoamento duplo, casacas, fivelas e um couro envelhecido ganham contraste com o novo. Estampas tridimensionais vieram em vestidos e t-shirts e bainhas a fio, novidades que prometem ser um hit de inverno. Quanto aos acessórios, colares de vitrais coloridos bastante suntuosos foram sobrepostos a camisetas larguinhas e os cintos de espessura larga e fivelas duplas emolduram a silhueta.





O desfile da Afghan encerrou a noite do Fashion Business mostrando uma impotência feminina e sensual, peças delicadas e efeitos tecnológicos, a aposta da marca para o Inverno 2011.







 
 
 
 
Fonte: Portais da Moda

Desfile Coven - Outono/Inverno 2011

A inspiração da Coven foi buscada na obra da artista plástica parisiense Louise Bourgeois, que fazia um trabalho nas entranhas do surrealismo. Louise tem como uma de suas obras mais conhecidas no Brasil, a “Maman”,uma grande aranha que faz parte do acervo do MAM – SP.







A marca apresenta para o Inverno 2011 uma coleção influenciada por processos de tecelagem, no ato de tecer, fazendo ligação com o trabalho de Bourgeois sem ser óbvio, inspirando-se intrinsecamente não do trabalho final, mas no processo e na inspiração deste. Assim como a Coven que procura inspiração na obra de Bourgeois para desenvolver sua tapeçaria, pela tapeçaria a artista buscou inspiração para sua arte: Louise era filha de restauradores de tapetes e ajudava a família a desenvolver novos padrões para a tecelagem da família. As obras foram uma homenagem aos familiares e a Maman faz referencia a sua mãe. As obras de Bourgeois são bastante autobiográficas, restaurando uma visão feminina, corpórea, humana, mas interpretado por uma perspectiva mais perspicaz do que os olhos podem ver. Além do trabalho da artista, a Coven emprestou idéias e classicismo fazendo uma alusão à Chanel e mostrou com afinco peças tão bem delineadas quanto as da suntuosa maison.









Padrões em xadrez, com fios metálicos em azul e vermelho, silhueta próxima do corpo, tecidos elásticos e comprimento midi deram início ao desfile, que seguiu com calças de modelagem curta e seca e texturizados. O trabalho com a tecelagem foi bastante marcante na primeira fase, mas que depois foi substituído pelos clássicos de Coco Chanel.







Tweeds e listras, materiais pesados e uma atmosfera invernal deram uma nova cara para o desfile. Franjas, padrões de animais, brilho e dourado enriqueceram as peças agregando uma postura de luxo. As idéias de enlaçar passado, presente e futuro foram enfatizados pela busca de materiais antigos, em desuso, para o trabalho de trama das peças: lurex, flame, bouclé e chenille foram resgatados e renovados, criando um estilo vintage e novo.






A silhueta longilínea e a incrível riqueza das tramas fizeram da coleção Coven Inverno 2011 um deleite para as mulheres que buscam o clássico modernizado e elegante.











Fonte: Portais da Moda

Get the Look - Batom Vermelho

O make-up do desfile da British Colony era leve, quase apagado. Com exceção da boca que ganhou destaque, pintada de vermelho. As sobrancelhas chegaram a ser descoloridas para os lábios ficarem ainda mais em evidência. Mas não é tão fácil usar batom vermelho. Veja abaixo algumas dicas de Daniel Hernandez, maquiador que assina a beleza do desfile, para aquelas que querem ficar sexy sem errar.


1 - Use um lápis vermelho (da cor do batom ou quase do mesmo tom) para contornar a boca. Isso garante que o batom não borre para a fora

2 - Depois de contornar a boca, pinte-a um pouco com o próprio lápis. Assim as cores do lápis e a do batom se misturam



3 - Caso borre enquanto estiver pintando a boca, use a mesma base - com um cotonete - para cobrir o borrão

4 - Ao final, coloque um lenço de papel entre os lábios para tirar o excesso do batom.






Fonte: GNT

Desfile British Colony - Outono/Inverno 2011

A marca de Maxime Perelmuter encerrou o segundo dia de desfiles do Fashion Rio Outono Inverno 2011 com um mergulho nas profundezas do mar. Desse universo quase que infinito, a British Colony retira suas influências para a temporada de frio revisitando seus clássicos e remodelando-os numa “roupagem” contemporânea ao lifestyle do Rio de Janeiro. Certamente a British “respirou” a alma carioca! Dela saíram em síntese, peças confortáveis e de modelagem ampla, com muitas sobreposições e blocos de cores que falavam da riqueza aquática do Pacífico Sul. Essas foram arrematadas por colares, cintos e pingentes produzidos a partir de cordas, pesos e iscas artificiais. Sem dúvida, os acessórios foram a sensação do desfile e por que não dizer da noite?











Navegando por águas geladas, a British trouxe construções bem elaboradas norteadas por formas assimétricas com alongamento de peças femininas e o encurtamento dos shapes masculinos, sempre prezando por uma silhueta ampla.










Na moda masculina de Perelmuter, as sobreposições foram o norte das criações, especialmente com modelos cropped, estolas e jaquetas curtas. A alfaiataria geométrica, por sua vez chega combinada ao estilo náutico com calça de barra virada e sobreposição de cropped jacket. Já o terno pode muito bem ser acompanhado de calças curtas que marcaram forte presença na coleção outono inverno 2011 da marca. Para completar, peças em ikati, – também presentes na feminina - trouxeram o viés étnico para o universo naval e excêntrico da grife, que também pede jaquetas e parkas com bolsos utilitários. O arremate ficou por conta dos mocassins em camurça e com cadarços.









Nas apostas femininas, as calças pantalonas de cintura alta marcaram forte presença em meio a peças alongadas – algumas também em alfaiataria – e que, por vezes, surgiram mais curtas, algumas vezes com cadarços ou arrematadas por cintos finos. As bermudas compridas, por sua vez, trouxeram o toque despojado para o mix da coleção, ao passo que a saia longa e o vestido drapejado com sobreposição sublinhavam a feminilidade. Esta acabou contrastando a estética pesada das botas de caubói compostas por três tipos de cintos amarrados e desenvolvidas em parceria com a Mr. Cat.







Passando pelas águas que nos levam à riqueza marinha, têm-se texturas inspiradas na vida marítima. Além do da estampa étnica, listrado, light painting - com toque subversivo - e a uma padronagem com estampa de caramujos navegam pela imensidão das águas até desembocar no em algo bem diferente do estilo cool e minimalista que os clientes da British Colony estavam acostumados a ver.








Nas cores, o contraste é uma das características marcantes da moda masculina e feminina da British Colony para o outono inverno 2011 enquanto cinza azulado, cáqui, preto e branco trazem a sobriedade das zonas mais densas do oceano, ao passo que vermelho e amarelo trouxeram energia e vibração aos looks. Os blocos de cores surgiram como destaque no styling, seja na combinação das peças, em detalhes que pontuavam os modelos ou que por vezes, aparecia apenas em uma parte da peça, deslocando a atenção do conjunto.







Do náutico ao étnico, com texturas marinhas e balanceando alfaiataria com sobreposição de peças, Maxime faz do seu “frio marinho” um conjunto excêntrico e com uma preferência pelos clássicos remodelados; estes pedem passagem no inverno 2011 com muita energia e vibração! Como finaliza o release da marca, esse é o seu frio marinho. E como é bom terminar um segundo dia de desfiles assim, com uma British que amamos!
















Fonte : Portais da Moda
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